Saturday, July 14, 2007

O direito a não pensar

Se há um direito que eu gostava de ter, esse era o direito a não pensar. Não sei sequer se é uma questão de direito ou de capacidade.

Gostava de conseguir, com ou sem ajuda de alegria química, esquecer o que me dói, o que me magoa e viver a vida livre das amarras que não me deixam ser feliz.

Sinto que as partes e pessoas da minha vida que não têm culpa, não deveriam ter que conviver com um 'eu' infeliz. Gostava que o sorriso que vêm pudesse ser sentido. Que a felicidade que percebem, fosse mais que um avatar que me permite esconder.

Mas não consigo. E lamento-o a cada dia, a cada hora.

3 comments:

Marta said...

Não sei se convivo com o teu "eu infeliz", ou se tenho a sorte de de ir vislumbrando alguns sorrisos sentidos!...
Sei que não me apetecia nada que deixasses de pensar!... É que já n há muita gente a fazê-lo como tu, com alguma sintonia!...
E depois?!...

Beijo!

Natacha said...

Olha eu aqui também ;)
Sabes, fiz um amigo! E esse amigo me disse "não sejas tão dura contigo própria". Serve??
Opinião meramente virtual: meteste algo na cabeça e estás preso a isso. No dia em que te libertares ... vai acontecer ;) Torço por ti!
Beijinho, gostei muito deste teu Blog que só ontem descobri!
Vou voltar!

salopes said...

Sabes o que te digo amigo, não acho egoísmo pensares mais em ti, se pensares só nos outros, vais acabar por ficar sozinho e desamparado. Há certas ocasiões nas nossas curtas vidas em que o importante é olharmos por nós próprios, para que esta valha a pena. Tenho orgulho em dizer que sou tua amiga e q vi vários sorrisos sentidos.O RC sem alegria química seria mais feliz pq iria pensar por ele próprio. Conta cmg, para voltares ao RC com sorriso sentido. Tu mereces...